Lição de vida

13 agosto, 2008

Tá eu sei que isso aqui é um blog de tecnologia. e putaria e não de auto-ajuda, mas não vai fazer mal, nem arrancar pedaço de ninguém ler esse texto.

“Era uma vez uma águia que foi criada num galinheiro. Cresceu pensando que era galinha.
Era uma galinha estranha (o que a fazia sofrer).
Que tristeza quando se via refletida nos espelhos das poças d’água – tão diferente!
O bico era grande demais, adunco, impróprio para catar milho, como todas as outras faziam.
Seus olhos tinham um olhar feroz, diferente do olhar amedrontado das galinhas, tão ao sabor do amor do galo.
E era muito grande, atlética.
Com certeza sofria de alguma doença…
E ela queria uma coisa só: ser uma galinha comum, como todas as outras.
Fazia um esforço enorme para isso.
Treinava ciscar com bamboleio próprio.
Andava meio agachada, para não se destacar pela altura.
Tomava lições de cacarejo.
E o que mais queria: que as suas fezes tivessem o mesmo cheiro familiar e acolhedor das fezes das galinhas. O seu era diferente, inconfundível.
Aconteceu que, um dia, um alpinista que se dirigia para o cume das montanhas passou por ali. Alpinistas são pessoas que gostariam de ser águias. não podendo, fazem aquilo que chega mais perto: sobem, a pés e mãos, até as alturas, onde elas vivem e voam. E ficam lá, olhando para baixo, imaginando que seria muito bom se fossem águias e pudessem voar.
O alpinista viu a águia no galinheiro. E se assustou.
– O que é que você, águia, está fazendo no meio do galinheiro? – ele perguntou.
Ela pensou que fosse caçoada e ficou brava.
– Não me goza. Águia é a vovozinha. Sou galinha de corpo e alma, embora não pareça.
– Galinha coisa nenhuma – replicou o alpinista. – Você tem bico de águia, olhar de águia, rabo de águia, fezes de águia…é águia. Deveria estar voando…
– E apontou para minúsculos pontos negros no céu, muito longe, águias que voam, perto dos picos das montanhas.
– Deus me livre. Tenho vertigem das alturas. Me dá tonteira. O máximo, para mim, é o segundo degrau do poleiro – ela respondeu.
Assim fim de papo. Agarrou á águia e a enfiou dentro de um saco. E continuou a marcha para o alto das montanhas.
Chegando lá, escolheu o abismo mais fundo, abriu o saco e sacudiu a águia no vazio.
Ela caiu.Aterrorizada, debateu-se furiosamente, procurando algo a que se agarrar. Mas não havia nada. Só lhe sobravam as asas…
E foi então que algo novo aconteceu. Do fundo do seu corpo galináceo, uma águia, há muito tempo adormecida e esquecida, acordou, se apossou das asas e, de repente, ela voou…”
(Rubens Alves)

Bem, espero que cada um tire suas próprias conclusões e veja como esta historinha se encaixa nas suas vidas. Mas acho que a grande sacada é mostrar que por mais que tenhamos medo de mudanças permanecer “gado” só nos tolhe a liberdade de sermos nós mesmos.


Bandido bom é bandido morto

20 maio, 2008

Eu sei que tinha prometido explicar a história do Ghost Rider hoje, mas essa outra notícia é muito melhor.

O que da juntar um bandido tapado, com um sequestrado esperto? Exatamente o que aconteceu na noite de domingo (dia 18). O sequestrador que mantinha um jovem como refém acabou dormindo, com o refém solto e um machado no quarto. Deu no que deu, o rapaz encheu o bandido de machadadas, depois pegou uma espingarda e um revólver, e rendeu os outros bandidos. Juntou todos, colocou no carro, e obrigou a irem até a delegacia mais próxima.

Tudo bem que reagir a assaltos pode ser muito perigoso, e não vou aconselhar ninguem a fazer o que esse cara fez. Mas que bandido bom é bandido morto, isso é verdade. Tenho certeza que se todo bandido acabasse como esses ai, eles iriam pensar duas vezes antes de tentar denovo. Mas…. como estamos no Brasil, o jeito é deixar que levem a carteira e o celular, e torcer para que levem só isso.


Seleção com as mortes mais bizarras do cinema

10 abril, 2008

Com Pais Como Esses, Quem Precisa de Inimigos?

4 março, 2008

Muita sacanagem o que fizeram com o guri, reparem a cara que ele faz quando finalmente consegue abrir a caixa do “Xbox 360”.