Até mais, e Obrigado pelos peixes

Muitos acreditam que o fim está próximo, outros que está muito próximo, mais precisamente na quinta ou sexta-feira dias 21 ou 22 deste mês. Acho que vocês já sabem o porquê, não?

Finalmente o maior acelerador de partículas do mundo, o LHC (Large Hadron Collider), será completamente ligado. Construído próximo a Geneva na Suíça e contando com 27Km de diâmetro para comportar aproximadamente 9000 magnetos de nióbio-titânio que farão um feixe de prótons viajar a uma velocidade muito próxima a da luz.

Para que isto seja possível tais magnetos serão resfriados a temperaturas próximas ao Zero Absoluto por toneladas de Hélio liquido. Tudo isso para que 14 trilões de volts – 7 vezes mais que o maior acelerador existente – possam circular por supercondutores com a mínima resistência possível.

 

E qual a finalidade disso tudo?!

A principal finalidade do LHC será acelerar as partículas, principalmente prótons, a velocidades imensas e depois realizar colisões controladas entre eles para estudar seu comportamento e assim realizar diversas descobertas científicas. No caso do LHC acredita-se que será possível achar a respostas para questões como: a origem da massa (nos elementos subatômicos), lançamento de luz na matéria escura, as simetrias do universo e, quem sabe, dimensões desconhecidas.

Mas, como sempre na vida, temos pessoas alegando que essas colisões serão capazes de criar um buraco negro e que o mesmo viria a destruir a terra. Porém mais de 2 mil físicos de 35 países trabalham com o LHC desde a sua criação realizando estudos e mais estudos. Entre eles os que mostram que tal cenário é impossível.

“Entretanto, se um buraco negro fosse produzido dentro do LHC, ele teria um tamanho milhões de vezes menor que um grão de areia, e não viveria mais de 1×10^−27 segundos pois, por ser um buraco negro, emitiria radiação e evaporaria. Mas, supondo que mesmo assim ele continuasse estável, continuaria sendo inofensivo. Esse buraco negro teria sido criado à velocidade da luz (300 mil km/segundo) e em menos de 1 segundo ele atravessaria as paredes do LHC e se afastaria em direção ao espaço. A única maneira de permanecer na terra seria se a sua velocidade fosse diminuída para 15 km por segundo. Supondo que isto ocorresse, ele iria para o centro do planeta, devido à gravidade, mas continuaria a não ser ameaçador. Para representar perigo, seria preciso que ele adquirisse massa, mas com o tamanho de um próton ele passaria pela terra sem tocar em nada (não parece, mas o mundo ultramicroscópico é quase todo formado por vazio), podendo encontrar um próton para somar à sua massa a cada 30 minutos a 200 horas. Para chegar a ter 1 miligrama, seria preciso mais tempo do que a idade atual do universo.” (Obvious)

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