Até mais, e Obrigado pelos peixes

15 agosto, 2008

Muitos acreditam que o fim está próximo, outros que está muito próximo, mais precisamente na quinta ou sexta-feira dias 21 ou 22 deste mês. Acho que vocês já sabem o porquê, não?

Finalmente o maior acelerador de partículas do mundo, o LHC (Large Hadron Collider), será completamente ligado. Construído próximo a Geneva na Suíça e contando com 27Km de diâmetro para comportar aproximadamente 9000 magnetos de nióbio-titânio que farão um feixe de prótons viajar a uma velocidade muito próxima a da luz.

Para que isto seja possível tais magnetos serão resfriados a temperaturas próximas ao Zero Absoluto por toneladas de Hélio liquido. Tudo isso para que 14 trilões de volts – 7 vezes mais que o maior acelerador existente – possam circular por supercondutores com a mínima resistência possível.

 

E qual a finalidade disso tudo?!

A principal finalidade do LHC será acelerar as partículas, principalmente prótons, a velocidades imensas e depois realizar colisões controladas entre eles para estudar seu comportamento e assim realizar diversas descobertas científicas. No caso do LHC acredita-se que será possível achar a respostas para questões como: a origem da massa (nos elementos subatômicos), lançamento de luz na matéria escura, as simetrias do universo e, quem sabe, dimensões desconhecidas.

Mas, como sempre na vida, temos pessoas alegando que essas colisões serão capazes de criar um buraco negro e que o mesmo viria a destruir a terra. Porém mais de 2 mil físicos de 35 países trabalham com o LHC desde a sua criação realizando estudos e mais estudos. Entre eles os que mostram que tal cenário é impossível.

“Entretanto, se um buraco negro fosse produzido dentro do LHC, ele teria um tamanho milhões de vezes menor que um grão de areia, e não viveria mais de 1×10^−27 segundos pois, por ser um buraco negro, emitiria radiação e evaporaria. Mas, supondo que mesmo assim ele continuasse estável, continuaria sendo inofensivo. Esse buraco negro teria sido criado à velocidade da luz (300 mil km/segundo) e em menos de 1 segundo ele atravessaria as paredes do LHC e se afastaria em direção ao espaço. A única maneira de permanecer na terra seria se a sua velocidade fosse diminuída para 15 km por segundo. Supondo que isto ocorresse, ele iria para o centro do planeta, devido à gravidade, mas continuaria a não ser ameaçador. Para representar perigo, seria preciso que ele adquirisse massa, mas com o tamanho de um próton ele passaria pela terra sem tocar em nada (não parece, mas o mundo ultramicroscópico é quase todo formado por vazio), podendo encontrar um próton para somar à sua massa a cada 30 minutos a 200 horas. Para chegar a ter 1 miligrama, seria preciso mais tempo do que a idade atual do universo.” (Obvious)


Lição de vida

13 agosto, 2008

Tá eu sei que isso aqui é um blog de tecnologia. e putaria e não de auto-ajuda, mas não vai fazer mal, nem arrancar pedaço de ninguém ler esse texto.

“Era uma vez uma águia que foi criada num galinheiro. Cresceu pensando que era galinha.
Era uma galinha estranha (o que a fazia sofrer).
Que tristeza quando se via refletida nos espelhos das poças d’água – tão diferente!
O bico era grande demais, adunco, impróprio para catar milho, como todas as outras faziam.
Seus olhos tinham um olhar feroz, diferente do olhar amedrontado das galinhas, tão ao sabor do amor do galo.
E era muito grande, atlética.
Com certeza sofria de alguma doença…
E ela queria uma coisa só: ser uma galinha comum, como todas as outras.
Fazia um esforço enorme para isso.
Treinava ciscar com bamboleio próprio.
Andava meio agachada, para não se destacar pela altura.
Tomava lições de cacarejo.
E o que mais queria: que as suas fezes tivessem o mesmo cheiro familiar e acolhedor das fezes das galinhas. O seu era diferente, inconfundível.
Aconteceu que, um dia, um alpinista que se dirigia para o cume das montanhas passou por ali. Alpinistas são pessoas que gostariam de ser águias. não podendo, fazem aquilo que chega mais perto: sobem, a pés e mãos, até as alturas, onde elas vivem e voam. E ficam lá, olhando para baixo, imaginando que seria muito bom se fossem águias e pudessem voar.
O alpinista viu a águia no galinheiro. E se assustou.
– O que é que você, águia, está fazendo no meio do galinheiro? – ele perguntou.
Ela pensou que fosse caçoada e ficou brava.
– Não me goza. Águia é a vovozinha. Sou galinha de corpo e alma, embora não pareça.
– Galinha coisa nenhuma – replicou o alpinista. – Você tem bico de águia, olhar de águia, rabo de águia, fezes de águia…é águia. Deveria estar voando…
– E apontou para minúsculos pontos negros no céu, muito longe, águias que voam, perto dos picos das montanhas.
– Deus me livre. Tenho vertigem das alturas. Me dá tonteira. O máximo, para mim, é o segundo degrau do poleiro – ela respondeu.
Assim fim de papo. Agarrou á águia e a enfiou dentro de um saco. E continuou a marcha para o alto das montanhas.
Chegando lá, escolheu o abismo mais fundo, abriu o saco e sacudiu a águia no vazio.
Ela caiu.Aterrorizada, debateu-se furiosamente, procurando algo a que se agarrar. Mas não havia nada. Só lhe sobravam as asas…
E foi então que algo novo aconteceu. Do fundo do seu corpo galináceo, uma águia, há muito tempo adormecida e esquecida, acordou, se apossou das asas e, de repente, ela voou…”
(Rubens Alves)

Bem, espero que cada um tire suas próprias conclusões e veja como esta historinha se encaixa nas suas vidas. Mas acho que a grande sacada é mostrar que por mais que tenhamos medo de mudanças permanecer “gado” só nos tolhe a liberdade de sermos nós mesmos.


Realidade

10 agosto, 2008

Que atire a primeira caneca de cerveja pedra se esse vídeo não é a mais pura verdade.


Pra quem não tem o que fazer

9 agosto, 2008

O ócio é a força da criatividade!


Compartilhe com os amigos

2 agosto, 2008

Mesmo com todas as discussões causadas pelo consumo de álcool atualmente devemos ser solidarios e compartilharmos esse nectar dos deuses e outras coisitas com os amigos. :p